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terça-feira, 4 de novembro de 2014

[PHB] Roda de diálogo: Anarquismo e movimento estudantil



Desde junho de 2013 o anarquismo voltou a ser debatido e criminalizado pelas mídias, empresários, militares e partidos políticos (de esquerda e direita). No mesmo ano, o movimento estudantil foi destaque em muitas cidades, inclusive em Parnaíba.

O que a teoria política e social anarquista tem a oferecer ao movimento estudantil na atualidade? 

Visando o aprofundamento deste debate, o Grupo de Estudos Anarquistas do Piauí convida tod@s @s interessad@s a participarem da "Roda de Debates: Anarquismo e Movimento Estudantil", que ocorrerá no dia 19 de Novembro (Quarta-feira), às 17:00h em frente o auditório da UFPI de Parnaíba.

Link do evento no facebook aqui

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

[PHB] Desconstruindo e Reconstruindo o Anarquismo



O que pensamos quando ouvimos falar em "anarquismo", ou "anarquia"?
Durante a História e entre muitas sociedades os anarquismos ganharam uma conotação deturpada a partir dos séculos 19 e 20, por intermédio de meios comunicação sustentados por governos, empresas, militares, e igrejas.
Explorando a dualidade do significado que a palavra Anarquia (derivado do grego anarkhos,que significa sem governo) essas ferramentas que são um braço forte do Estado disseminaram interpretações equivocadas sobre os anarquismos, como se essa fosse uma condição caótica e tomada pela desordem e ausência de sentido nas interações humanas e consequentemente na sociedade, porém a contra prova para essas falsas acusações estavam na mesma época,com inúmeras organizações anarquistas de trabalhadorxs espalhadas por toda Europa e posteriormente America latina e outros lugares do planeta.
Anarquia em sua essência e propósito tem por objetivo construir a solidariedade, apoio mútuo e liberdade entre todxs...
Como é tratado o Anarquismo hoje?
O que mudou e o que permanece?
É possível e ainda necessário os Anarquismos?
Convidamos todxs vocês para continuarmos esse debate no dia 30 de Outubro.
Com a exibição do Documentário Da Servidão Moderna.
Será na sala de vídeo 2.
Na UFPI, Campus parnaíba.

Link do evento no facebook: clique aqui

sexta-feira, 18 de julho de 2014

[TERESINA] II Simpósio ''Histórico das ideias e do movimento anarquista'': Anarcofeminismo e Anarco Queer



Convidamos a todxs para participarem do II Simpósio ''Histórico das ideias e do movimento anarquista' feito pelo GEAPI, que será realizado dia 30 na UFPI às 14h na sala de vídeo 1, onde passaremos alguns curtas e as 18h na Praça de Filosofia acontecerá um debate que abordará dessa vez outras vertentes anarquistas. Trazendo à tona o debate sobre o ANARCOQUEER, que tem como tática a libertação sexual, se opondo a todas as imposições de uma sociedade heteronormativa e compreendo que a identidade de gênero é uma construção social. Também nesse espaço será contemplado o ANARCOFEMINISMO, que tem como tática emancipação da mulher Cis e Trans através da desconstrução do patriarcalismo que vêem as mulheres como passivas e submissas, excluindo toda e qualquer decisão da mulher sobre sue corpo, se opondo também ao capitalismo que se apropriou de opressões para lucrar e excluir as mulheres pobres.

PROGRAMAÇÃO:

14:00h: 
Exibição dos documentários:
- Amapô;
- Heterofobia;
- Maioria Oprimida.

18:00h:
Roda de diálogos sobre os temas, na praça de Filosofia do CCHL-UFPI

Evento no facebook aqui

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Saiam de nossas mentes - Tese apresentada no CONEUFPI

Nós, Grupo de Estudos Anarquistas do Piauí, GEAPI - Núcleo Teresina, participamos do Congresso de Estudantes da UFPI (CONEUFPI) e construímos uma tese que visa abordar alguns problemas acerca da militância discente, assim como soluções para distribuir o poder estudantil para os estudantes:


  • TESE DE DESCENTRALIZAÇÃO DO DCE

1. As jornadas de junho trouxeram a percepção de uma crise estrutural societária e de aparelhos de representatividade tanto no âmbito estudantil, quanto movimentos sociais e sindicais. Esta crise deflagrou um momento de negação das entidades, que encontram-se burocratizadas e aparelhadas ideologicamente, objetivando a hegemonia de determinados pensamentos centralizadores e dogmáticos daquele espaço, em detrimento da sua função primordial de defesa da coletividade estudantil, trabalhista e popular.

2. Esta situação é percebida facilmente quando determinados grupos priorizam a disputa por cargos gerenciais dentro dessas universidades, e publicisam estas conquistas como vitórias históricas e pontais da classe trabalhadora/estudantil, mesmo que, em realidade, estas conquistas não consigam sequer atender as demandas estudantis locais.

3. O modelo atual de diretório se pauta na verticalidade e centralização das decisões, arranjo defendido e respaldado pelos grupos políticos que disputam a democracia representativa estatal e sindical, baseados em direcionismos e hierarquização, utilizando-se do movimento estudantil para auto-promoção partidária em eleições futuras.

4. Ao passo disso, observamos tais agrupamentos que obedecem a lógica supracitada no parágrafo anterior: ANEL (PSTU); Rompendo Amarras (PSOL); UJR (PCR); UJS (PCdoB) JPT (PT). Embora não reivindiquem fazer parte de tais partidos, fica evidente pela materialidade da realidade que os dirigentes e parte considerável dos membros destes coletivos e/ou entidades estudantis compõem os partidos citados anteriormente.

5. As conseqüências desse tipo de administração, embasados na hegemonia do pensamento político-partidário, trazem resultados negativos para o movimento estudantil como um todo, quais sejam estes resultados:

6. Desmobilização estudantil: Nos últimos anos, a pratica desses grupos tem desmotivado propositalmente a participação e oxigenação dos movimentos estudantis, por conta das tomadas de decisões que não dialogam com os estudantes, privilegiando as proposições destes.

7. Falta de combatividade: Isto acontece por conta da falta de uma agenda própria de lutas estudantis, em detrimento de pautas particulares ao interesse desses partidos, onde a “combatividade” dá lugar à uma produção de notas de repúdio que não dialogam com as bases. Tendo como objetivo a divulgação dos ideais do partido, estes agrupamentos abdicam de ações mais radicais e que possam ter uma maior efetividade nos objetivos buscados.

8. Sectarismo: A partir desta questão traçada, o sectarismo é ponto decisivo nestes partidos, visto que, apenas abordam as decisões imutáveis vindas de suas pequenas cúpulas, rechaçando qualquer pensamento contrário ou complementar, afirmando a falta de democracia participativa para além de membros e/ou simpatizantes destes partidos.

9. Negação/descrédito do estudante em relação ao movimento estudantil: Os partidos se distanciaram da naturalidade política, e por conta de uma violenta burocratização, a população distanciou-se da construção política social, por julgar esta uma tarefa ligada unicamente ao político-partidarismo, não observando uma miríade de possibilidades para além disto.



  • A PROVOCAÇÃO.

1. Observando as afirmativas citadas acima, nós Grupo de Estudos Anarquistas do Piauí (GEAPI-Núcleo Teresina), em reunião e debate sobre a realidade do movimento estudantil no Brasil e na UFPI viemos por meio desta tese circular livre, horizontal e aberta apresentar e defender uma proposta de dissolver a diretória executiva e descentralizar o gerenciamento do Diretório Central dos Estudantes (DCE-UFPI Teresina).

2. A descentralização é uma forma de distribuir o poder, voz e decisão para comunidade discente. Compreendemos a necessidade, importância e urgência da articulação da movimentação dos centros acadêmicos e estudantes como um todo. A nossa idéia é fundamentada na auto-organização destes, uma vez que essa burocracia impede a participação estudantil que não se sente representado pela “direção”, construindo assim uma proposta de democracia participativa.

3. Entendemos e reconhecemos as dificuldades inerentes desse processo transformador. Estas reflexões não sugerem uma solução definitiva para problemática da apropriação destes espaços pelo aparato estatal e político-partidário. No entanto, é uma alternativa para ampliar o poder popular estudantil e capilarizar os debates acerca do movimento para todos os corredores.

4. Os pensamentos anarquistas partindo da compreensão da coletividade e da auto-organização, julgam desnecessário o debate acerca da disputa pelo aparelho estatal, uma vez que este além de não representar efetivamente a população como um todo, legitima por meio de seus elementos burocráticos, midiáticos e repressivos, as desigualdades sociais.

5. “Nós, ao contrário, não pretendemos ter a verdade absoluta. Acreditamos que a verdade social, ou seja, o melhor modo de convivência social, não é algo fixo, bom para todos os tempos, universalmente aplicável ou determinável de antemão. Ao invés disso acreditamos que uma vez assegurado, a liberdade, a humanidade avançará, descobrindo e realizando as coisas gradualmente com menor numero de comoções e atritos. Por isso, as soluções que propomos, deixam sempre a porta aberta a outras soluções distintas e, esperamos melhores” (Erico Malatesta)

6. Vocês tem outras alternativas? Sentiram-se contemplad@s com alguns momentos desta tese? Vamos construir algumas conspirações junt@s? Venha conhecer e participar dos encontros do GEAPI. Vamos que voamos com poesia, rebeldia e arte!!

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Nota de Esclarecimento - CAFAR-PI

O Centro Acadêmico de Farmácia Dr Raul Furtado Barcellar (CAFAR-PI) da Universidade Federal do Piauí, vem por meio dessa nota esclarecer sobre os motivos que levaram alguns membros a realizarem intervenções no espaço físico do mesmo, o que levou ao descontentamento de parte da gestão „‟ A TENSÃO FARMACÊUTICA ‟.
Ao longo dos 20 anos de existência, o CAFAR é reconhecido e lembrado por sua participação na construção de lutas a nível local e nacional, junto à Executiva Nacional de Estudantes de Farmácia (ENEFAR). Desde então, apoia a luta contra toda e qualquer forma de opressão. Nesse contexto, torna-se inaceitável que o nosso meio reproduza MACHISMO, RACISMO E HOMOFOBIA! Muito embora, a intolerância da nossa sociedade faça alguns ainda acreditarem que essas discriminações são comuns e naturais; que não se trata de uma questão de preconceito, levando qualquer forma de reposta a ser vista de maneira errônea como vandalismo.
No decorrer dos meses de novembro e dezembro do ano de 2013, verificou-se colocações verbais de conteúdo machista e homofóbico por parte de alguns membros da gestão e de alguns frequentadores do espaço do centro acadêmico, chegando ao ponto de ser colocado algo que imita um „‟cardápio de mulheres„‟ nas paredes do mesmo. Assim, durante reunião de alguns militantes do movimento estudantil, acontecida na sala sede do CAFAR, no mês de janeiro do ano de 2014, verificou-se a reincidência de cartazes contendo „‟brincadeiras‟‟ de cunho opressor e homofóbico, gerando indignação entre os presentes, que em atitude de resposta, escreveram nas paredes do espaço palavras de ordem em defesa da igualdade de gênero e do combate às opressões, com intuito de coibir novas atitudes que naturalizem a desigualdade. 
Sendo assim, sabendo que o ocorrido foi discutido internamente no CAFAR, estamos à disposição para esclarecimentos, pois seguimos princípios de democracia e por eles pautamos nossa luta por uma Universidade de mais igualdade. Assim o nosso posicionamento é o de legitimação das intervenções contra o racismo, o machismo e a homofobia!!! 
CONTRA MACHISMO, RACISMO E HOMOFOBIA, A NOSSA LUTA é TODO DIA!!!