quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

A mulher, o matrimônio e a família - Mikhail Bakunin

Igualdade de direitos para as mulheres. Sou partidário, da emancipação plena das mulheres e sua igualdade social com os homens.

A expressão "igualdade social com os homens" implica que, juntamente com a liberdade, pedimos iguais direitos e deveres para o homem e para a mulher, ou seja, o nivelamento dos direitos das mulheres, tanto político como econômico e social, com os do homem, em consequência, desejamos a abolição da lei familiar e matrimonial, e da lei eclesiástica tanto quanto a civil, indissoluvelmente ligadas ao direito de herança.

Abolição da família jurídica. Ao aceitar o programa revolucionário anarquista - único que oferece, ao nosso entender, as condições para a emancipação real e completa do povo comum - e convencidos de que a existência do Estado, sob qualquer forma, é incompatível com a liberdade do proletariado e impede a união internacional fraterna das nações, expressamos a necessidade de abolição de todos os Estados.

A abolição dos Estados e do direito jurídico implicará necessariamente a abolição da propriedade individual hereditária e da família jurídica com base nesta propriedade, porque nenhuma dessas instituições suporta a justiça humana.

Livre união matrimonial. [Contra o casamento por compulsão levantamos a bandeira da união livre.] Estamos convencidos de que, abolindo o casamento religioso, civil e jurídico, restauraremos a vida, a realidade e a moralidade casamento natural com base unicamente no respeito humano e na liberdade de duas pessoas: Um homem e uma mulher que se amam. Acreditamos que, ao reconhecer a liberdade de ambos os cônjuges para separarem-se quando quiserem, sem pedir permissão de ninguém para fazê-lo - e ao negar da mesma forma a necessidade de qualquer permissão para juntar-se em casamento, e rejeitar em geral a interferência de qualquer autoridade nesta união - unimo-os mais um ao outro. E estamos convencidos também, de que quando já não exista entre nós o poder coercitivo do Estado para forçar os indivíduos, associações , comunas, províncias e regiões para conviver contra a sua vontade , haverá entre todos uma união muito mais estreita, uma unidade mais viva, real e poderosa do que a imposta pelo esmagador poder estatal.

A educação das crianças. Com a abolição do matrimônio, surge a questão da educação das crianças. Sua educação, desde a gravidez da mãe até a maturidade, e formação e educação, igual para todos - uma formação intelectual e industrial onde se combinem a capacitação para o trabalho manual e mental - devem corresponder fundamentalmente à sociedade livre.

A sociedade e as crianças. As crianças não são propriedade de ninguém, nem seus pais, nem a sociedade. Só pertencem a sua própria liberdade futura. Mas nas crianças esta liberdade ainda não é real; é apenas uma liberdade potencial. Pois uma liberdade real - isto é, a consciência plena e sua realização em cada indivíduo, baseada principalmente no sentido da própria dignidade e em um autêntico respeito pela liberdade e dignidade dos outros, ou seja, baseada na justiça - somente pode ser desenvolvida nas crianças através do desenvolvimento racional da sua inteligência, caráter e vontade.

Conclui-se que a sociedade, cujo futuro depende inteiramente da adequada educação e instrução das crianças e que, portanto, não só tem o direito, mas também a obrigação de cuidar delas, é o única guardiã das crianças de ambos os sexos. E como a futura abolição dos direitos de herança converterá a sociedade como a única herdeira,  esta terá que consider como uma de suas primeiras obrigações o fornecendo todos os meios necessários para a manutenção, formação e educação de crianças de ambos os os sexos, independentemente da sua origem ou de seus pais.

Os direitos dos pais se limitarão a amar seus filhos e exercer sobre eles a única autoridade compatível com esse amor, na medida em que esta autoridade não prejudique a sua moralidade, seu desenvolvimento mental ou sua liberdade futura. O casamento como ato civil e político, como qualquer outra intervenção da sociedade em questões amorosas, está destinado a desaparecer. As crianças serão confiadas - por natureza, e não por direito - às suas mães, sendo a prerrogativa destas sob a supervisão racional da sociedade.


Fonte: La mujer, el matrimonio y la família, Mijaíl Bakunin. The anarchist library.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Saiam de nossas mentes - Tese apresentada no CONEUFPI

Nós, Grupo de Estudos Anarquistas do Piauí, GEAPI - Núcleo Teresina, participamos do Congresso de Estudantes da UFPI (CONEUFPI) e construímos uma tese que visa abordar alguns problemas acerca da militância discente, assim como soluções para distribuir o poder estudantil para os estudantes:


  • TESE DE DESCENTRALIZAÇÃO DO DCE

1. As jornadas de junho trouxeram a percepção de uma crise estrutural societária e de aparelhos de representatividade tanto no âmbito estudantil, quanto movimentos sociais e sindicais. Esta crise deflagrou um momento de negação das entidades, que encontram-se burocratizadas e aparelhadas ideologicamente, objetivando a hegemonia de determinados pensamentos centralizadores e dogmáticos daquele espaço, em detrimento da sua função primordial de defesa da coletividade estudantil, trabalhista e popular.

2. Esta situação é percebida facilmente quando determinados grupos priorizam a disputa por cargos gerenciais dentro dessas universidades, e publicisam estas conquistas como vitórias históricas e pontais da classe trabalhadora/estudantil, mesmo que, em realidade, estas conquistas não consigam sequer atender as demandas estudantis locais.

3. O modelo atual de diretório se pauta na verticalidade e centralização das decisões, arranjo defendido e respaldado pelos grupos políticos que disputam a democracia representativa estatal e sindical, baseados em direcionismos e hierarquização, utilizando-se do movimento estudantil para auto-promoção partidária em eleições futuras.

4. Ao passo disso, observamos tais agrupamentos que obedecem a lógica supracitada no parágrafo anterior: ANEL (PSTU); Rompendo Amarras (PSOL); UJR (PCR); UJS (PCdoB) JPT (PT). Embora não reivindiquem fazer parte de tais partidos, fica evidente pela materialidade da realidade que os dirigentes e parte considerável dos membros destes coletivos e/ou entidades estudantis compõem os partidos citados anteriormente.

5. As conseqüências desse tipo de administração, embasados na hegemonia do pensamento político-partidário, trazem resultados negativos para o movimento estudantil como um todo, quais sejam estes resultados:

6. Desmobilização estudantil: Nos últimos anos, a pratica desses grupos tem desmotivado propositalmente a participação e oxigenação dos movimentos estudantis, por conta das tomadas de decisões que não dialogam com os estudantes, privilegiando as proposições destes.

7. Falta de combatividade: Isto acontece por conta da falta de uma agenda própria de lutas estudantis, em detrimento de pautas particulares ao interesse desses partidos, onde a “combatividade” dá lugar à uma produção de notas de repúdio que não dialogam com as bases. Tendo como objetivo a divulgação dos ideais do partido, estes agrupamentos abdicam de ações mais radicais e que possam ter uma maior efetividade nos objetivos buscados.

8. Sectarismo: A partir desta questão traçada, o sectarismo é ponto decisivo nestes partidos, visto que, apenas abordam as decisões imutáveis vindas de suas pequenas cúpulas, rechaçando qualquer pensamento contrário ou complementar, afirmando a falta de democracia participativa para além de membros e/ou simpatizantes destes partidos.

9. Negação/descrédito do estudante em relação ao movimento estudantil: Os partidos se distanciaram da naturalidade política, e por conta de uma violenta burocratização, a população distanciou-se da construção política social, por julgar esta uma tarefa ligada unicamente ao político-partidarismo, não observando uma miríade de possibilidades para além disto.



  • A PROVOCAÇÃO.

1. Observando as afirmativas citadas acima, nós Grupo de Estudos Anarquistas do Piauí (GEAPI-Núcleo Teresina), em reunião e debate sobre a realidade do movimento estudantil no Brasil e na UFPI viemos por meio desta tese circular livre, horizontal e aberta apresentar e defender uma proposta de dissolver a diretória executiva e descentralizar o gerenciamento do Diretório Central dos Estudantes (DCE-UFPI Teresina).

2. A descentralização é uma forma de distribuir o poder, voz e decisão para comunidade discente. Compreendemos a necessidade, importância e urgência da articulação da movimentação dos centros acadêmicos e estudantes como um todo. A nossa idéia é fundamentada na auto-organização destes, uma vez que essa burocracia impede a participação estudantil que não se sente representado pela “direção”, construindo assim uma proposta de democracia participativa.

3. Entendemos e reconhecemos as dificuldades inerentes desse processo transformador. Estas reflexões não sugerem uma solução definitiva para problemática da apropriação destes espaços pelo aparato estatal e político-partidário. No entanto, é uma alternativa para ampliar o poder popular estudantil e capilarizar os debates acerca do movimento para todos os corredores.

4. Os pensamentos anarquistas partindo da compreensão da coletividade e da auto-organização, julgam desnecessário o debate acerca da disputa pelo aparelho estatal, uma vez que este além de não representar efetivamente a população como um todo, legitima por meio de seus elementos burocráticos, midiáticos e repressivos, as desigualdades sociais.

5. “Nós, ao contrário, não pretendemos ter a verdade absoluta. Acreditamos que a verdade social, ou seja, o melhor modo de convivência social, não é algo fixo, bom para todos os tempos, universalmente aplicável ou determinável de antemão. Ao invés disso acreditamos que uma vez assegurado, a liberdade, a humanidade avançará, descobrindo e realizando as coisas gradualmente com menor numero de comoções e atritos. Por isso, as soluções que propomos, deixam sempre a porta aberta a outras soluções distintas e, esperamos melhores” (Erico Malatesta)

6. Vocês tem outras alternativas? Sentiram-se contemplad@s com alguns momentos desta tese? Vamos construir algumas conspirações junt@s? Venha conhecer e participar dos encontros do GEAPI. Vamos que voamos com poesia, rebeldia e arte!!

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Nota de Esclarecimento - CAFAR-PI

O Centro Acadêmico de Farmácia Dr Raul Furtado Barcellar (CAFAR-PI) da Universidade Federal do Piauí, vem por meio dessa nota esclarecer sobre os motivos que levaram alguns membros a realizarem intervenções no espaço físico do mesmo, o que levou ao descontentamento de parte da gestão „‟ A TENSÃO FARMACÊUTICA ‟.
Ao longo dos 20 anos de existência, o CAFAR é reconhecido e lembrado por sua participação na construção de lutas a nível local e nacional, junto à Executiva Nacional de Estudantes de Farmácia (ENEFAR). Desde então, apoia a luta contra toda e qualquer forma de opressão. Nesse contexto, torna-se inaceitável que o nosso meio reproduza MACHISMO, RACISMO E HOMOFOBIA! Muito embora, a intolerância da nossa sociedade faça alguns ainda acreditarem que essas discriminações são comuns e naturais; que não se trata de uma questão de preconceito, levando qualquer forma de reposta a ser vista de maneira errônea como vandalismo.
No decorrer dos meses de novembro e dezembro do ano de 2013, verificou-se colocações verbais de conteúdo machista e homofóbico por parte de alguns membros da gestão e de alguns frequentadores do espaço do centro acadêmico, chegando ao ponto de ser colocado algo que imita um „‟cardápio de mulheres„‟ nas paredes do mesmo. Assim, durante reunião de alguns militantes do movimento estudantil, acontecida na sala sede do CAFAR, no mês de janeiro do ano de 2014, verificou-se a reincidência de cartazes contendo „‟brincadeiras‟‟ de cunho opressor e homofóbico, gerando indignação entre os presentes, que em atitude de resposta, escreveram nas paredes do espaço palavras de ordem em defesa da igualdade de gênero e do combate às opressões, com intuito de coibir novas atitudes que naturalizem a desigualdade. 
Sendo assim, sabendo que o ocorrido foi discutido internamente no CAFAR, estamos à disposição para esclarecimentos, pois seguimos princípios de democracia e por eles pautamos nossa luta por uma Universidade de mais igualdade. Assim o nosso posicionamento é o de legitimação das intervenções contra o racismo, o machismo e a homofobia!!! 
CONTRA MACHISMO, RACISMO E HOMOFOBIA, A NOSSA LUTA é TODO DIA!!! 



quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Discutindo o Movimento Estudantil - Teresina



Desde as manifestações de Junho, o debate acerca do movimento anarquista voltou a ser destaque. Observando esta realidade, o GEAPI - Grupo de Estudos Anarquistas do Piauí, Núcleo Teresina, desenvolveu o evento "Discutindo o Movimento Estudantil", debaterá as contribuições do Movimento Estudantil e desenvolverá uma tese a ser apresentada no CONEUFPI (Congresso de Estudantes da UFPI). Tal evento ocorrerá dia 18.01.2013, das 09:00h às 20:00h, com almoço coletivo.

A programação segue abaixo:

Manhã
09:00h:

- Mística/apresentação
- Análise de conjuntura do movimento estudantil;
- Almoço;

Tarde
14:00h:

- Cosntrução da tese a ser apresentada no CONEUFPI (Modelo de descentralização)

Noite:
18:00:

- Cultural

Local: R. Polônia, 4460 - B. Novo Horizonte. Teresina-PI.

Organização: GEAPI - Grupo de Estudos Anarquistas do Piauí, Núcleo Teresina.

ANARQUIA É LUTA!
 
link do evento aqui

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

I Overdoze - Parnaíba



Overdoze é o nome de um projeto desenvolvido pelo GEAPI – Grupo de Estudos Anarquistas do Piauí, Núcleo Parnaíba, que se baseia na exibição de filmes, curtas, longas, e documentários, durante o período de 12 horas. 
A primeira edição do evento ocorrerá na sala de vídeo 02, na UFPI-Parnaíba, nos dias 31/01 e 01/02, e tem como tema “Terrorismo de Estado: Repressão e Resistência” com os seguintes horários e filmes:

Dia 31/01, Sexta-feira
16:00h-20:00h:
• Ilha das flores
• Impasse
• Um Poquito de tanta verdad

Dia 01/02, sábado
08:00h-11:00h:
• Capitalismo, uma história de amor
• A Revolução dos bichos

14:00-18:00:
• A batalha de Seattle
• Com vandalismo
• Em defesa dos black bloc’s

O objetivo do projeto é mostrar uma realidade que ocorre em todos os lugares do planeta, e em todas as épocas, desde a gênese das primeiras formas governos: A utilização de um corpo repressivo para subjugar a população.
Todos são convidados a participar!



Link do evento no facebook aqui
Mapa do local aqui

ANARQUIA É LUTA!


segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Passe livre JÁ! - Teresina



Nos últimos meses presenciamos o povo brasileiro pela primeira vez em 25 anos de "Democracia" Lutar por direitos! Algumas pautas foram ouvidas, outras não,várias cidades com muita luta conseguiram alcançar melhorias em vários setores públicos, um deles o Transporte Público, algumas cidades conseguiram reduzir o preço da passagem, outras com mais luta conseguiram o PASSE LIVRE!
Aqui em Teresina-PI, os Moradores sofrem bastante com o sol nas paradas precárias, ônibus sucateados, e a demora pela pequena frota de ônibus, todos os anos a passagem só aumenta empobrecendo assim a classe operária, que necessita do serviço, nos últimos anos a passagem vem aumentando absurdamente, e a exploração é cada vez maior, inclusive o SETUT esta lutando com todas as forças pra um possível aumento na capital! Não podemos deixar que isso aconteça! Temos que lutar pelos interesses da juventude e da sociedade como um todo! Queremos Convocar tod@s os estudantes e trabalhador@s de Teresina para o "PASSE LIVRE JÁ!" Dia 25 de Janeiro as 16:00 Em Frente ao Hiper da Frei Serafim, para mostrar que o povo tem vez e tem VOZ!

link do evento aqui
Texto de Ian Gustavo

domingo, 5 de janeiro de 2014

Carta de Piotr Kropotkin a Vladimir Illich Lenin (21 de dezembro de 1920)



Esta correspondência resultou de uma entrevista em 1919 entre Kropotkin e Lenin em Moscou, no curso da qual este pediu a Kropotkin para escrever-lhe a qualquer momento. A saber, essa carta não foi respondida. Nesta carta, o pensador anarquista denuncia a dura repressão ideológica que estavam realizando os bolcheviques.

Respeitável Vladimir Illich:

Já apareceu a notícia, nos jornais Izvestia e Pravda que dá a conhecer a decisão do governo soviético para tomar como refém alguns membros dos grupos de Savinkov e Cherkov do Partido Social Democrata, do centro tático nacionalista dos guardas brancos, e os oficiais Wrangel, para que, se for feita uma tentativa de assassinato contra 108 líderes dos soviéticos, serão "exterminados sem piedade" esses reféns.

Realmente não tem ninguém perto de você que lembre aos seus camaradas e lhe convença de que tais medidas representam um retorno ao pior período da Idade Média e as guerras religiosas, e é totalmente decepcionante para as pessoas que se inclinaram para a criação da sociedade, em consonancia com os princípios comunistas? Qualquer pessoa que ame o futuro do comunismo não pode lançar-se para alcançá-lo com tais medidas.

Será possível que ninguém explicou que realmente é um refém? Um refém é preso não por castigo a um crime. Ele foi preso para chantagear o inimigo com sua morte. "Se você matar um de nós, vamos matar um dos seus." Mas, isto não é a mesma coisa que todas as manhãs levar o prisioneiro para o cadafalso e voltar com ele para a cela, dizendo: "Espere um pouco mais, ainda"?

E seus companheiros não entendem que isso é equivalente a uma restauração de tortura para os reféns e suas famílias?

Espero que ninguém me diga que as pessoas no poder se interessem tão pouco pelas vidas. Hoje, para citar ainda entre os reis, há algumas pessoas que contemplam o assassinato como uma "ocupação agitada". E os revolucionários, por sua vez, assumem a responsabilidade de defender-se perante os tribunais que ameaçam a sua vida. Louise Michel escolheu este caminho. Ou rejeitam o julgamento e são perseguidos, como Malatesta e Voltairine de Cleyre.

Mesmo reis e papas têm rejeitado tão bárbaro método de auto-defesa, como o que é a tomada de reféns. Como podem os apóstolos de uma nova vida, e os arquitetos de uma nova ordem social, usarem de tais meios de defesa contra seus inimigos! Será que isto pode ser considerado como um sinal de que vocês consideram que o seu experimento comunista falhou e que não estão salvando a este sistema tão querido para vocês, mas sim salvando vocês mesmos?

Será que seus camaradas não percebem que vocês, comunistas, apesar dos erros cometidos estão trabalhando para o futuro e, portanto, não devam fazer o seu trabalho de forma tão próxima ao que foi o terror primitivo? Vocês deveriam saber que precisamente esses atos, praticados pelos revolucionários no passado, fizeram das novas conquistas comunistas algo tão difícil de alcançar.

Pienso que deben tomar en cuenta que el futuro del comunismo es más precioso que sus propias vidas. Y me alegrarla que con sus reflexiones renuncien a este tipo de medidas.

Acho que devem considerar que o futuro do comunismo é mais precioso que suas próprias vidas. E me alegraria que com suas reflexões, renunciem a este tipo de medidas.

Com todas estas deficiências graves, a Revolução de Outubro tem trazido um enorme progresso. Ela tem mostrado que a revolução social não é coisa impossível, coisa que as pessoas da Europa Ocidental começaram a pensar. E que, apesar de suas falhas está trazendo alguns progressos no sentido da igualdade.

Por que então golpear a revolução empurrando-a a um caminho que a leva a sua destruição, especialmente para os defeitos que não são inerentes ao socialismo ou comunismo, mas que representa a sobrevivência da velha ordem e de antigos efeitos destrutivos da onívora autoridade ilimitada?

Com camaradagem e carinho.

Peter Kropotkin